6 de fevereiro de 2026
Marketing, Marketing Digital

Como a KFC transformou bebidas em estratégia de crescimento e criou um novo motor de receita
Durante muito tempo, o KFC foi lembrado quase exclusivamente pelo frango crocante que virou ícone da marca. No entanto, à medida que o comportamento do consumidor mudou, a rede percebeu que as visitas já não aconteciam apenas nos horários tradicionais de refeição. As pessoas passaram a buscar pequenos momentos de pausa ao longo do dia, seja para um café gelado à tarde, seja para uma bebida diferente depois da escola ou do trabalho. Diante desse cenário, a empresa entendeu que, mais do que vender comida, precisava oferecer novas experiências. Assim, pouco a pouco, nasceu a ideia de transformar bebidas em protagonistas, e não apenas coadjuvantes do cardápio.
Ao mesmo tempo, a decisão revelou algo ainda mais estratégico: ampliar o portfólio significava aumentar a frequência de visitas e, consequentemente, gerar novas fontes de receita dentro das mesmas lojas. Em vez de depender apenas do almoço ou do jantar, a marca passou a enxergar oportunidades espalhadas por todo o dia. Dessa forma, com investimento robusto, testes controlados e foco total no público jovem, o KFC construiu um movimento que vai além de lançar produtos, ele reposiciona a marca no cotidiano das pessoas. E, por isso, o que poderia ser apenas uma nova linha de bebidas se transformou em um verdadeiro case de crescimento inteligente.
Oportunidade além do frango: a leitura de mercado que originou o projeto
Mudanças no comportamento de consumo fora das refeições principais
Nos últimos anos, a rotina das pessoas ficou mais fragmentada e, ao mesmo tempo, mais dinâmica. Em vez de três grandes refeições por dia, muita gente passou a fazer pequenas pausas para consumir algo rápido entre compromissos. Assim, o lanche da tarde ganhou força, o café gelado virou companhia do estudo e, além disso, bebidas diferentes passaram a funcionar quase como recompensas do dia a dia. Esse movimento, portanto, abriu espaço para que marcas tradicionais repensassem seu papel na jornada do consumidor.
Nesse contexto, a rede percebeu que poderia estar presente em muito mais momentos do que imaginava. Se antes o cliente aparecia apenas para almoçar ou jantar, agora existiam novas janelas de oportunidade ao longo da manhã e da tarde. Dessa forma, ao observar esses hábitos com atenção e, ao mesmo tempo, cruzar dados de fluxo nas lojas, ficou claro que as bebidas poderiam atrair visitas extras, aumentar o tempo de permanência e, consequentemente, fortalecer o relacionamento com o público.
Tendências de bebidas premium e personalizadas em alta
Paralelamente, o mercado de bebidas passou por uma transformação criativa. Cafés especiais, misturas refrescantes, sabores inusitados e combinações visuais chamativas começaram a dominar redes sociais e vitrines. Não era mais apenas sobre matar a sede, mas, sim, sobre experimentar algo novo, registrar o momento e compartilhar. Por isso, o consumo ganhou um caráter mais emocional, quase como uma extensão do estilo de vida de cada pessoa.
Além disso, a personalização se tornou um fator decisivo. Escolher toppings, ajustar o nível de doçura ou testar texturas diferentes passou a fazer parte da diversão. Consequentemente, oferecer um cardápio mais variado significava entregar autonomia ao cliente e, ao mesmo tempo, gerar valor percebido. Assim, apostar em bebidas mais elaboradas deixou de ser um luxo e passou a ser uma estratégia lógica para acompanhar o que o público já estava buscando.
A decisão de investir pesado para liderar a categoria
Diante dessas evidências, a empresa entendeu que pequenas mudanças não seriam suficientes. Em vez de acrescentar uma ou duas opções simples ao menu, decidiu estruturar um projeto robusto, com investimento relevante, novos equipamentos e treinamento das equipes. Dessa maneira, o lançamento deixaria de ser pontual e passaria a ter escala, consistência e impacto real no negócio.
Ao mesmo tempo, esse investimento funcionou como um sinal claro de ambição. Ao apostar alto, a marca demonstrou que queria liderar a conversa, e não apenas seguir concorrentes. Consequentemente, criou uma base sólida para inovar com mais liberdade, testar formatos e, sobretudo, construir uma nova fonte de receita sustentável. Assim, o que começou como uma observação de comportamento evoluiu para uma decisão estratégica capaz de redefinir o futuro das lojas.
Da ideia ao piloto: testes que validaram o novo modelo de negócio
Implementação inicial em regiões estratégicas
Antes de levar a novidade para todo o país, a KFC optou por um caminho mais cauteloso e, ao mesmo tempo, inteligente. Em vez de apostar em um lançamento massivo logo de início, a marca escolheu regiões específicas para testar o conceito em escala reduzida. Assim, foi possível observar o comportamento real dos clientes, entender horários de maior demanda e, além disso, identificar gargalos operacionais sem comprometer toda a rede.
Essa escolha trouxe mais segurança para cada decisão seguinte. Como o piloto acontecia em ambientes controlados, as equipes podiam experimentar, ajustar e aprender com rapidez. Consequentemente, erros pequenos viraram aprendizados valiosos, enquanto os acertos ganharam força. Dessa forma, o projeto evoluiu com base em dados concretos e não apenas em suposições, o que aumentou consideravelmente as chances de sucesso na expansão.
Avaliação de aceitação, ticket médio e frequência de visitas
Com as primeiras lojas operando, o foco deixou de ser apenas o produto e passou a ser o impacto no negócio como um todo. A empresa começou, então, a analisar indicadores como aceitação do público, volume de vendas, ticket médio e, principalmente, a frequência de retorno dos clientes. Afinal, mais do que vender uma bebida isolada, o objetivo era gerar visitas adicionais e criar novos hábitos de consumo.
Aos poucos, os números começaram a contar uma história animadora. Clientes que antes apareciam apenas no almoço passaram a voltar à tarde, enquanto outros visitavam a loja exclusivamente pelas novidades do cardápio. Além disso, muitos combinavam bebidas com itens já conhecidos, elevando o valor final da compra. Assim, ficou evidente que a estratégia não só atraía curiosidade, mas também movimentava a receita de forma consistente.
Ajustes rápidos para otimizar sabor, preço e operação
Naturalmente, nem tudo saiu perfeito na primeira tentativa. Alguns sabores precisaram de ajustes, certos preços tiveram de ser reposicionados e, além disso, a operação exigiu adaptações para manter a agilidade no atendimento. No entanto, como o projeto ainda estava em fase de testes, cada desafio foi tratado como parte do processo de evolução, e não como um problema definitivo.
Essa mentalidade mais flexível fez toda a diferença. Sempre que surgia um feedback, a equipe agia rapidamente, testava novas soluções e media novamente os resultados. Consequentemente, o cardápio ficou mais afinado com o gosto do público, enquanto o serviço se tornou mais eficiente. Dessa forma, quando chegou o momento de expandir, o modelo já estava maduro, validado e pronto para performar em grande escala.

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Posicionamento de marca e conexão com a Geração Z
Criação de um portfólio mais jovem e instagramável
Mais do que lançar novos sabores, a KFC entendeu que precisava atualizar a forma como era percebida. Afinal, o público mais jovem valoriza marcas que surpreendem, que mudam com frequência e que, além disso, entregam experiências visualmente interessantes. Por isso, as bebidas foram pensadas não só pelo gosto, mas também pelas cores, texturas e combinações que chamam a atenção logo no primeiro olhar.
Consequentemente, cada copo passou a funcionar quase como um convite para compartilhar o momento. Fotos espontâneas, vídeos curtos e posts nas redes sociais surgiram de forma natural, sem esforço publicitário direto. Assim, o produto virou mídia, e a experiência virou conversa. Dessa maneira, o portfólio ajudou a aproximar a marca de uma geração que busca novidade constante e conexão estética com aquilo que consome.
Experiências que ampliam os momentos de consumo ao longo do dia
Ao mesmo tempo, a estratégia foi além da comunicação e impactou a rotina das pessoas. Em vez de associar a marca apenas a refeições completas, o KFC passou a se encaixar em pequenas pausas do cotidiano. Seja depois da aula, durante um passeio no shopping ou, ainda, em um intervalo rápido entre compromissos, as bebidas criaram novos motivos para entrar na loja.
Com isso, a relação com o cliente se tornou mais frequente e menos pontual. Em outras palavras, a marca deixou de ser uma escolha ocasional e passou a fazer parte do dia a dia. Consequentemente, cada visita extra representou não apenas uma venda adicional, mas também uma oportunidade de fortalecer o vínculo emocional. Assim, o consumo ganhou leveza, conveniência e mais naturalidade.
Comunicação focada em lifestyle e conveniência
Para sustentar essa mudança, a comunicação também precisou evoluir. Em vez de falar apenas de preço ou promoção, a marca começou a destacar sensações, momentos e estilos de vida. As campanhas passaram a mostrar encontros entre amigos, pausas relaxantes e pequenos prazeres do cotidiano, reforçando a ideia de que a bebida acompanhava o ritmo real das pessoas.
Além disso, a conveniência ganhou destaque como argumento central. Rapidez no preparo, facilidade no pedido e praticidade para levar tornaram a experiência ainda mais atraente. Dessa forma, a proposta ficou clara: não era necessário planejar uma refeição completa para visitar a loja. Bastava a vontade de experimentar algo diferente. E, justamente por isso, a marca se tornou mais acessível, próxima e presente na rotina do público.
Resultados e impactos: o case que redefiniu a estratégia de expansão
Novas fontes de receita dentro das lojas existentes
Com o modelo validado e a aceitação do público crescendo de forma consistente, os efeitos começaram a aparecer de maneira bem prática no caixa. Em vez de depender exclusivamente dos combos tradicionais, as lojas passaram a contar com uma nova categoria de vendas que funcionava em horários alternativos. Assim, períodos antes mais tranquilos ganharam movimento e, consequentemente, o faturamento ficou mais distribuído ao longo do dia.
Além disso, como toda a estrutura já estava pronta, essa receita extra surgiu sem a necessidade de abrir novas unidades. Ou seja, o crescimento aconteceu dentro do próprio espaço físico, aproveitando melhor cada metro quadrado da operação. Dessa forma, o negócio se tornou mais eficiente, mais rentável e, ao mesmo tempo, menos dependente de grandes expansões para aumentar os resultados.
Diferenciação competitiva no setor de fast-food
Enquanto muitas redes continuavam competindo basicamente por preço ou promoções, a marca escolheu um caminho mais estratégico: oferecer algo que os concorrentes ainda não exploravam com tanta força. Assim, as bebidas exclusivas ajudaram a criar uma identidade própria, difícil de comparar diretamente. Em vez de “mais do mesmo”, o consumidor encontrava novidade, variedade e personalidade.
Consequentemente, a escolha deixava de ser puramente racional e passava a ser também emocional. As pessoas iam até a loja porque queriam experimentar, descobrir sabores e viver uma experiência diferente. Portanto, a diferenciação não estava apenas no cardápio, mas na percepção de modernidade que a marca construiu. E isso, por sua vez, fortaleceu o posicionamento competitivo no longo prazo.
Aprendizados que podem inspirar outras redes de alimentação
No fim das contas, o maior ensinamento do projeto talvez seja a capacidade de ouvir o consumidor com atenção e agir com coragem. Ao observar tendências, testar hipóteses e ajustar rapidamente o que não funcionava, a empresa mostrou que inovação não precisa ser complexa, mas, sim, consistente. Pequenas decisões, quando somadas, podem gerar transformações relevantes.
Além disso, o case reforça que crescimento não depende apenas de criar novos produtos, e sim de criar novos momentos de consumo. Quando a marca passa a fazer parte da rotina das pessoas, a relação se torna mais próxima e duradoura. Assim, mais do que vender bebidas, o projeto construiu presença, frequência e valor percebido. E, justamente por isso, tornou-se um exemplo claro de como estratégia e experiência podem caminhar juntas para gerar resultados reais.
Conclusão
Ao observar toda a jornada, fica claro que o movimento da KFC não foi apenas sobre lançar bebidas diferentes, mas, sobretudo, sobre repensar o próprio papel da marca no cotidiano das pessoas. Primeiro, veio a leitura atenta do comportamento do consumidor; depois, os testes cuidadosos; em seguida, os ajustes rápidos e, finalmente, a expansão em larga escala. Dessa forma, cada etapa se conectou como parte de um plano maior, mais estratégico e mais sustentável. Assim, o que parecia um simples complemento de cardápio acabou se tornando um novo motor de receita, capaz de aumentar frequência, ticket médio e relevância cultural ao mesmo tempo.
Além disso, cases como esse mostram, na prática, como dados, criatividade e execução precisam caminhar juntos para gerar impacto real. É justamente nesse ponto que o olhar estratégico da AnonMedia se conecta com histórias de sucesso como essa: transformar tendências em oportunidades concretas, traduzir comportamento em soluções de negócio e, consequentemente, construir marcas mais próximas, modernas e lucrativas. Afinal, quando estratégia e experiência se encontram, o crescimento deixa de ser acaso e passa a ser resultado de planejamento inteligente.
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Mikaellen Gonçalves
Com licenciatura em Inglês, a Mikallen é redatora em dois idiomas e também Analista de Marketing e Publicidade. Ama Friends e não perde um episódio de The Office na hora do almoço.
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